Estilos de Vinho

  • Vinho Branco – Vinho Rosé – Vinho Tinto

  • Vinho Espumante

  • Vinho do Porto- Vinho Madeira – Vinho Moscatel

 

  • BRANCO
  • Leves e Frescos:
  • São vinhos suaves e aromáticos, onde predominam notas florais e frutadas. Costumam ser providos por uma acidez firme e uma graduação alcoólica baixa. Os vinhos que melhor ilustram o estilo nascem nas denominações de Bucelas e Vinho Verde. Estes vinhos são leves e minerais, tensos e cristalinos e de baixa graduação alcoólica, elaborados com as castas da zona – Arinto no caso de Bucelas e Alvarinho, Loureiro, Azal, Trajadura e Pedernã no caso do Vinho Verde.
  • Brancos com estrutura:
  • Ligeiramente alcoólicos e ricos em textura, estes vinhos nascem em vinhas debaixo de um sol abrasador e Verões de altas temperaturas. Estes vinhos são suaves e ricos quando nascem no Alentejo, intensos e minerais se provêm do Douro e encorpados se originários de Trás-os-Montes. Portugal tem a vantagem de ter inúmeras castas autóctones capazes de preservar a acidez em climas quentes e utilizá-la para conferir frescura num vinho de lote com grande estrutura.
  • ROSÉ
  • Normalmente, os vinhos rosés apresentam uma acidez ligeira, baixo teor alcoólico e um corpo leve, especialmente quando crescem em locais mais frios de influência marítima ou altitude elevada. Portugal é um país de rosados, como o demonstram tantas marcas de forte presença internacional, símbolos universais como o Mateus e o Lancers. Não há nenhuma região portuguesa onde não cresça um vinho rosado.
  • TINTO
  • Tintos Suaves e Aromáticos:
  • As vinhas ao longo da costa Atlântica portuguesa (aquela que faz vinhos brancos leves, frescos e frutados) também produzem vinhos tintos semelhantes. Estes são leves, aromáticos e, normalmente, com álcool à volta dos 11%. No noroeste de Portugal, a região dos Vinhos Verdes produz um vinho tinto muito peculiar e de cor carregada, quase sempre feito a partir da casta autóctone Vinhão, peles incluídas.Apresentam, por regra, uma graduação alcoólica baixa, estrutura leve e taninos suaves.As regiões de eleição para o estilo leve e aromático situam-se maioritariamente no sul de Portugal, com o Alentejo a encabeçar a lista dos vinhos sedosos, jovens e perfumados, repletos de fruta madura.
  • Tintos com Estrutura:
  • Os Verões quentes do Alentejo auxiliam o amadurecimento das uvas e, se as uvas doces estão doces, criam vinhos com muito corpo e muita fruta. Os tintos alentejanos são feitos de uma grande variedade de castas, incluindo Trincadeira e Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Estes vinhos podem ser baratos, ricos e ou muito caros, ainda mais ricos, densos e envelhecidos em madeira, mas mesmo assim com uma certa opulência e charme. Existem mais vinhos tintos nascidos noutras regiões do país que também caem nesta categoria de vinhos ricos, gulosos de fruta, por exemplo os vinhos do Tejo ou das áreas mais altas do Douro.
  • Tintos Robustos:
  • O vale do Douro é propício a criar este estilo de vinho. Normalmente de taninos bem presentes nos primeiros anos após a colheita, os vinhos de topo do Douro têm o seu próprio estilo, elegância e normalmente uma grande complexidade de sabores fruto da mistura de várias castas. Estes vinhos envelhecem bem: com o tempo os taninos tornam-se mais suaves e a fruta mais madura. Quanto mais alto o preço, mais deverão evoluir com a idade – mas por vezes, isto é apenas um lugar-comum. Trás-os-Montes é a região vitícola a norte do Douro, igualmente montanhosa, com as mesmas castas plantadas e também a produzir tintos robustos. A Bairrada também produz tintos robustos. Em boas colheitas, os tintos produzidos a partir da casta Baga apresentam bom corpo, elevada acidez e taninos que com o envelhecimento ganham sabores mais suaves e complexos, originando um vinho de grande singularidade.
  • Tintos Elegantes:
  • A altitude elevada, os solos graníticos, o clima frio e as maturações longas são as principais características da região do Dão, responsável por gerar uma grande quantidade de vinhos tintos elegantes. A Touriga Nacional é misturada com Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen e outras castas, para produzir vinhos intensos no sabor, perfumados, ácidos e equilibrados. Os tintos de Palmela, na Península de Setúbal, também podem ser elegantes, quando feitos a partir da casta Castelão, que é uma casta difícil em outras regiões, mas que encontra a sua plenitude nos solos arenosos da Península de Setúbal, onde amadurece na perfeição.
  • ESPUMANTE
  • Os vinhos espumantes são produzidos nos climas mais frescos de Portugal. Na Bairrada os espumantes têm uma elevada reputação, elaborados a partir da prensagem da casta Baga ou Touriga Nacional ou da perfumada Maria Gomes, Arinto, Bical e, por vezes, Chardonnay. A região de Távora-Varosa fria e situada a alta altitude, a sul do Douro e a norte do Dão, faz vinhos espumantes de Malvasia Fina e, cada vez mais, as castas típicas do Champanhe – Chardonnay e Pinot Noir. Nos últimos anos as regiões do Vinho Verde e Bucelas, pelas boas condições naturais para o estilo, têm igualmente apostado na espumantização.
  • VINHO DO PORTO
  • O vinho do Porto está dividido em três grandes famílias: Branco, Tawny e Ruby. A primeira é elaborada a partir de castas brancas e as duas restantes a partir de castas tintas. O Vinho do Porto Branco apresenta cores que podem variar entre o branco pálido e tonalidades âmbar.
  • Tawny:
  • Os Tawnys podem ter tonalidades entre o âmbar e o castanho. O seu sabor lembra nozes e figos secos graças aos anos de oxidação lenta e controlada em grandes barris ou cubas. Apresentam-se com dois nomes: Colheita (onde se especifica a data de colheita) ou Indicação de Idade (com o número de décadas que faz o lote do vinho e pode ir de 10 a 40 anos). Os tawny são mais alcoólicos, quanto mais elevada a indicação de idade.
  • Ruby:
  • Os Portos Ruby, onde o Vintage é a categoria do topo da escala, são carregados de cor e ligeiramente mais doces e frutados do que os Tawnys. O Vintage tem de ser guardado durante anos para que os seus taninos adstringentes se tornem mais macios e possa ser bebido. Actualmente, o álcool utilizado para interromper a fermentação do vinho do Porto é de óptima qualidade e os métodos modernos usados nas vinhas, adegas e caves produzem um Porto Vintage mais equilibrado, menos adstringente e possível de beber apenas após alguns anos depois da colheita. No entanto, se o vinho continuar a envelhecer na garrafa, irá tornar-se ainda mais complexo . Existem muitas mais categorias de vinho do Porto, como Crusted, LBV, Reserva e Ruby.
  • Branco:
  • O vinho do Porto brancos existem em vários níveis de doçura. O seco é pouco doce, o meio seco bastante doce e o doce é uma bebida mesmo para os mais gulososos. O Porto rosé é um novo estilo de Porto doce, ideal para beber fresco a solo ou em cocktails.
  • MADEIRA
  • O Madeira é um vinho ligeiramente cameralizado devido ao processo de envelhecimento a que é sujeito através do calor e da oxidação. Hoje em dia a sua produção tradicional é reduzida, é possível comprar garrafas de Madeira e vinhos velhos muito complexos produzidos a partir das castas brancas autóctones. Os vinhos são designados pela casta da sua composição e de acordo com o seu nível de doçura. O Madeira varia em doçura desde a categoria Seco até à Doce. Em ordem crescente de doçura, os Madeira são produzidos com as castas brancas: Sercial, Terrantez, Verdelho, Boal e Malvasia. A variedade tinta, Tinta Negra, é utilizada para todos os tipos de doçura através do mesmo processo de aquecimento e oxidativo.
  • MOSCATEL
  • A casta Moscatel produz um vinho doce fortificado na região do Douro e também na Península de Setúbal (o mais famoso). A maior parte do vinho Moscatel é vendido jovem e frutado, mas com a idade, o vinho adquire sabores de nozes e figos. O Moscatel de Setúbal só pode ser assim designado se pelo menos 85% do vinho for composto pela casta Moscatel, Moscatel de Setúbal ou Moscatel Roxo (uma casta rara e ligeiramente diferente das outras Moscatel).
  • PICO E BISCOITOS
  • Os vinhos fortificados dos Açores são produzidos em pequenas quantidades e a maior parte deles, bebidos localmente. Nem todos são fortificados – se as uvas atingirem naturalmente o valor mínimo de 16% de álcool são utilizadas para produzir vinhos tranquilos. Os vinhos são feitos de Verdelho, Arinto e Terrantez e passam por uma maturação lenta e longa em madeira. Como o Madeira, o Pico e o Biscoitos têm um ligeiro sabor a nozes e citrinos. A doçura pode ser seco, média ou doce.